1 de janeiro de 2018

VEREADORES DE SALINAS DESDE 1883



Sede da Câmara Municipal de Salinas.
Por Roberto Carlos Morais Santiago

O blog História de Salinas apresenta os vereadores de Salinas por legislaturas desde quando foi instalada a 1ª Câmara no dia 19 de janeiro de 1883, final do século XIX, ainda no Império de D. Pedro II. Trata-se de informação histórica de extrema relevância que o blog publica visando o acesso à informação pela população salinense no sentido de conhecer os vereadores eleitos que exerceram cargos legislativos no período de 1883 a 2020.

COMPOSIÇÃO DE VEREADORES DE SALINAS POR LEGISLATURA
[1883-2020]

[1883-1887] - CÂMARA MUNICIPAL DA VILA DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
19 de Janeiro de 1883 a 07 de Janeiro de 1887
 (Livro Termo de Juramento 1883 a 1891- pág. 02)

Vereadores
Antônio dos Anjos da Silva Sobrinho (Presidente) 
Honofre Valente Franco (Vice - presidente) 

Capitão Carlos Dias Torres

Tenente Donério Pereira Araújo

Luiz Ferreira Monteiro

Mudesto José Silva

Avelino Ferreira Almeida
  
[1887-1891] - CÂMARA MUNICIPAL DA VILA DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
07 de Janeiro de 1887 a Janeiro de 1891
(Livro Termo de Juramento 1883 a 1891 – pág. 26v)

Vereadores
Antônio dos Anjos Silva
Hilário Chaves de Miranda 
Tenente Henrique Alexandrino Borges

Generoso Pereira de Oliveira
Marculino Moreira da Silva
Silvando Caetano de Pinho
  
[1891-1895] - CÂMARA MUNICIPAL DA VILA DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
Janeiro de 1891 a 08 de fevereiro de 1895
 (Livro Atas 1892)

Vereadores
Major Antônio Castro
Benedicto Pereira de Amorim
Alferes Antônio dos Anjos Silva
Tenente José Candido e Moreira
Francisco Germano da Costa
Marcelino Moreira da Silva
Tenente Donério Ferreira de Araújo
Tenente Henrique Alexandrino Borges
Padre Benício José Ferreira
Luis Antônio de Souza

[1895-1898] - CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
09 de fevereiro de 1895 a 02 de janeiro de 1898
 (Livro Atas 1893 a 1914 – pág. 34v)

Vereadores
Capitão Antônio Augusto Saraiva
Capitão Luciano Antônio Veloso
José Chaves Miranda
Justiniano de Miranda Barbosa
Antônio Ference
Gonçalo Ferreira de Almeida
Silvano Caetano de Pinho
Capitão Francisco Xavier de Almeida Saraiva

[1898-1901] - CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
03 de janeiro de 1898 a 01 de janeiro de 1901
(Livro Atas 1893 a 1914 – pág. 72)

Vereadores
Doutor Joaquim José Pereira
Tenente Coronel Luiz Tolentino Caldeira
Capitão José de Miranda Oliveira e Melo
Capitão Propércio pinheiro D’Azevedo
Alferes Silvando Caetano de Pinho
Major Conrado Caldeira
Tenente João Pedro de Sousa
Capitão João Ribeiro Nepomuceno
Tenente Joaquim Ferreira Vilela
  
[1901-1905] - CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
02 de janeiro de 1901 a 01 de janeiro de 1905
(Livro Atas 1893 a 1914 – pág. 90)

Vereadores
Tenente Coronel Antônio Castro
Capitão João Ribeiro Nepomuceno
Capitão José de Miranda Oliveira e Melo
Tenente Joaquim Ferreira Vilela
Tenente João Pedro de Sousa
Tenente Coronel Luiz Tolentino Caldeira
Alferes Marcelino Moreira da Silva
Capitão Francisco Germano da Costa
Alferes Luis Antônio de Sousa

 [1905-1907] - CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
02 de janeiro de 1905 a 31 de dezembro de 1907
 (Livro Atas 1893 a 1914 – pág. 134)

Vereadores
Tenente Coronel Virgílio Avelino Grão Mogol
Tenente Coronel Luiz Tolentino Caldeira
Capitão João Celestino Leal
Tenente Joaquim Ferreira Vilela
Major Trajano Americano do Norte
Major Avelino Ferreira D’Almeida
Capitão José Venâncio de Sousa
Capitão Francisco de Oliveira Santos
Capitão Francisco Germano da Costa
Dr. João Porfírio Machado

[1908-1912] - CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
01 de janeiro de 1908 a 01 de junho de 1912
 (Livro Atas 1893 a 1914 – pág. 134)

Vereadores
Dr. João Porfírio Machado
Tenente Coronel Virgílio Avelino Grão Mogol
Capitão João Celestino Leal
Osório Martins dos Anjos
Basílio Ferreira Paulino
Simplício de Miranda Barbosa
Emigdio Baptista de Mello
Vicente de Paula Almeida
Major Hormínio de Almeida

[1912-1914] - CÂMARA MUNICIPAL DE SANTO ANTÔNIO DE SALINAS
02 de junho de 1912 (Livro Atas 1893 a 1914 – pág. 187)

Vereadores
Tenente Coronel Virgílio Avelino Grão Mogol
Dr. João Porfírio Machado
Osório Martins dos Anjos
Simplício de Miranda Barbosa
Vicente de Paula Almeida
Felismino Henrique de Souza
Emigdio Baptista de Mello
Basílio Ferreira Paulino
Padre Salustiano Fernandes dos Anjos
Capitão João Celestino Leal

(...)

[1915-1946] - Não foram encontrados no arquivo da Câmara Municipal de Salinas livros de Atas neste período
  
[1947-1951 - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
01 de dezembro de 1947 a 30 de janeiro de 1951
 (Livro Atas 1947 a 1956 – pág. 02)

Vereadores
Deucleciano David de Souza
Asdrubal de Oliveira Santos
Dr. João Cardoso de Araújo
Martinho Mendes
Dr. Alcides Loiola
Dr. Olinto Prediliano Santana
Genésio Cangussú
Abdias Crispim da Costa
Lauro Daltro Rodrigues
Miguel Almeida
Gerson de Miranda
Manoel Agostinho de Oliveira Morais
Augusto Ferreira Souto
Joaquim Chaves de Souza
Saul Mello
José Guimarães
Mariano Dias Viana

[1951-1955] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
31 de janeiro de 1951 a 31 de janeiro de 1955
(Livro Atas 1947 a 1956 – pág. 02)

Vereadores
Abdias Crispim da Costa
Francisco Vieira dos Santos
Geraldo Paulino Santana
Esaú Corrêa
José Basílio de Souza
Dr. Rubens Catalan
Saul Mello
Trajano Americano Mendes
Epaminondas Costa
Mozart Monteiro de Brito
Vicente da Costa Neto
Osvaldo Ferreira de Souza
Dr. Manoel Agostinho de Oliveira Morais
José Fernandes de Souza

Suplentes que assumiram:

João Costa Primo
Francisco Nery
José Guimarães
Moacir Ribeiro

[1955-1959] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
31 de janeiro de 1955 a 31 de janeiro de 1959
 (Livro Atas 1947 a 1956 – pág. 172)

Vereadores
Miguel de Almeida
Gerson Miranda
Albino Muniz Teixeira
Abdias Crispim da Costa
José Basílio de Souza
José Guimarães
Saul Mello
José Valério de Araújo
Agenor Gonçalves das neves
José Ferreira Maroto
Arlindo Santiago
Américo Batista de Aguilar
Moisés Ladeia
João Gonçalves Lima
Djalma Alves Miranda

Suplentes que assumiram:

Idalino dos Santos Sarmento
Octávio de Almeida Magalhães
Francisco Moreira Sobrinho
José Sanches Venuto
Exupério da Cruz Oliveira
João Ribeiro da Cruz
Francisco Nery
David Moreira de Souza

[1959-1963] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de fevereiro de 1959 a 30 de janeiro de 1963
 (Livro Atas 1956 a 1970 – pág. 69v)

Vereadores
Albino Muniz Teixeira
Abdias Crispim da Costa
Abner Ladeia
Idalino dos Santos Sarmento
Gerson Miranda
Antônio Moreira de Brito
Mendo Corrêa
Dr. Ivo de Miranda Morais
Dr. Osvaldo Prediliano de Santana
Dr. Osvaldo Bernardino
José Ferreira Filho
José dos Santos Sarmento
Ney Corrêa
Clovis Colombo Mendes
Antônio Guimarães Neto

[1963-1967] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
31 de janeiro de 1963 a 11 de fevereiro de 1967
(Livro Atas 1956 a 1970 – pág. 123v)

Vereadores
José Guimarães
Dr. Osvaldo Prediliano de Santana
Salvador Novais da Silva
Osmário Henriques de Souza
Boanerges Crispim da Costa
Anísio Santiago
Veríssimo Teixeira Costa
João Rodrigues Alexandria
Florisberto Cândido Oliveira
João Antônio de Araújo
Idalino dos Santos Sarmento
Antônio Santana Cruz

Suplentes que assumiram:

João Gonçalves Lima
Edmundo Correia e Santos
José Barbosa Dias
Corinto Pereira de Castro
Maria Stela de Barros Santiago

[1967-1971] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
12 de fevereiro de 1967 a 30 de janeiro de 1971
(Livro Atas 1956 a 1970 – pág. 159v)

Vereadores
Osmário Henriques de Souza
Antônio Guimarães
Catulino dos Santos Sarmento
Osias de Almeida
Sebastião dos Santos Sarmento
Sebastião de Pinho
Sebastião Santiago
Anísio Santiago
Geraldo Ferreira Matos
José Pedro da Fonseca
João Antônio de Araújo
Francisco de Assis Pereira
Lincoln Gonçalves das Neves
Florisberto Cândido Oliveira
Alvino Brito Sobrinho

Suplente que assumiu:

Ciro Borges de Almeida

[1971-1973] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
31 de janeiro de 1971 a 30 de janeiro de 1973
 (Livro Atas 1970 a 1980 – pág. 06)

Vereadores
Oscar Pereira de Oliveira
José Alves de Oliveira
Arlindo Silvério de Souza
Alceu Gonçalves das Neves
Sebastião Santiago
Santos Orneles de Souza
Elói Gonçalves Quintino
Vicente Ferreira dos Santos
Valdivino José de Oliveira
Joaquim Miranda Barbosa
Teodoro Ferreira Mendes
Antônio Santana da Cruz
David Moreira de Souza

[1973=1977] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
31 de janeiro de 1973 a 02 de fevereiro de 1977
(Livro Atas 1970 a 1980 – pág. 22v)

Vereadores
Oscar Pereira de Oliveira
Alceu Gonçalves das Neves
Modesto Costa Araújo
Antônio Henriques de Souza
Santos Orneles de Souza
Valdete Romualdo da Silva
João de Deus Costa
Justiniano dos Santos Sarmento
Juventino José de Queiros
Arquiteclino Guimarães Sarmento
Israel Arcanjo Pereira
Geraldo Pereira Silveira
Manoel Xavier Oliveira

[1977-1983] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
03 de fevereiro de 1977 a 30 de janeiro de 1983
(Livro Atas 1970 a 1980 – pág. 71)

Vereadores
João dos Santos Pinho
Justiniano Ferreira de Miranda
José Barbosa Dias
Vicente Ferreira dos Santos
Aristides Rodrigues da Silva
Santino Dias Guimarães
Modesto Costa Araújo
Silvano Rodrigues da Costa
Ederico Francisco dos Santos
Noé Santiago Soares
Justiniano dos Santos Sarmento
Arquiteclino Guimarães Sarmento
Luiz Carlos de Barros

[1983-1988] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
31 de janeiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988
(Livro Atas 1980 a 1985 – pág. 88)

Vereadores
João Marcos Costa Pinho
Noé Santiago Soares
Silvano Rodrigues da Costa
Modesto Costa Araújo
Vicente Ferreira dos Santos
Justiniano dos Santos Sarmento
Justiniano Ferreira de Miranda
Sabino Pinto de Souza                         
Aristides Rodrigues da Silva
Jomar dos Anjos Rodrigues
Ederico Francisco dos Santos
Antônio Barbosa Sales
Noeno Almeida

[1989-1992] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 1989 a 31 de dezembro de 1992
(Livro Atas 1985 a 1989 – pág. 144v)

Vereadores
Alceu Gonçalves das Neves
Clemente Sarmento Petroni
José Estevam Franca Sobrinho
João Bastos dos Santos
Arquiteclino Guimarães Sarmento
Hormínio Pedro da Fonseca
Noé Santiago Soares
Ananias Barbosa Gonçalves
Silvano Rodrigues da Costa
Justiniano Ferreira de Miranda
Maria Benilde de Oliveira Coelho
Modesto Costa Araújo
João dos Santos Pinho
Heloisa Aparecida Rodrigues Pena
Geraldo Barros de Almeida

[1989-1993] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 1993 a 31 de dezembro de 1996
(Livro Atas 1989 a 1993 – pág. 128v)

Vereadores
Alceu Gonçalves das Neves
Ananias Barbosa Gonçalves
Antônio Ferreira Júnior
Arquiteclino Guimarães Sarmento
Carlos Clécio Ferreira Sarmento
Clemente Sarmento Petroni
Élio Gomes da Costa
José Estevam Franca Sobrinho
José Juarez de Aguilar
Maria Benilde de Oliveira Coelho
Modesto Costa Araújo
Odete Candido de Oliveira
Raquel Barros de Almeida Guimarães
Silvano Rodrigues da Costa
Wágner José de Lima

[1997-2000] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000
(Livro Atas 1993 a 1998 – pág. 107)

Vereadores
Alcione Elizabeth Ladeia
Arquiteclino Guimarães Sarmento
Carlos Clécio Ferreira Sarmento
Clemente Jorgem Miranda
Clemente Sarmento Petroni
Dr. Edgard Ferreira de Araújo
Edna Sarmento Barros
Edson Sarmento
Edvaldo Lopes da Silva
Etelvina Ferreira dos Santos
João de Deus Teixeira de Oliveira
José Antônio Guimarães
José Juarez de Aguilar
José Soares
Wágner José de Lima

Suplentes que assumiram:

Élio Gomes da Costa - 02.01.1998 a 02.12.1999.
(Afastamento de Alcione Elizabeth – Secretária Municipal de Educação)

Eloíza Pereira de Sales Ramires - 10.12.1998 a 30.11.1999, 05.04.2000 a 10.10.2000 (Afastamento do Dr. Edgard – Secretário Municipal de Cultura)

Sinvaldo Ferreira de Oliveira - 02.01.1998 a 02.12.1999
(Afastamento de Élio Gomes – Secretário Municipal de Obras e Transporte)

[2001-2004] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 2004
 (Livro Atas 2000 a 2003 – pág. 45)

Vereadores
Alcione Elizabeth Ladeia
Antônio Ferreira Júnior
Carlos Clécio Ferreira Sarmento
Edna Sarmento Barros
Edvaldo Lopes da Silva
Etelvina Ferreira dos Santos
Hermes Cavalcante Rodrigues
João dos Santos Pinho
José Antônio Guimarães
José Soares
Julimar de Oliveira Filho
Sidney Brito Araújo
Sinvaldo Ferreira de Oliveira
Teodoro Ferreira Mendes
Valdir Rodrigues de Oliveira

Suplentes que assumiram:

Élio Gomes da Costa – 01.04.2003 a 31.12.2004
(Afastamento de Carlos Clécio – Secretário Municipal de Esporte)

Clemente Sarmento Petroni – 17.11.2003 a 30.11.2003
(Afastamento de Alcione Ladeia – Secretária Municipal de Assistência Social)

Lourivaldo Martins de Oliveira 01.12.2003 a 31.03.2004
(Afastamento de Clemente Sarmento Petroni)

Clemente Jorgem Miranda – 01.03.2004 a 31.03.2004
(Falecimento de Teodoro Mendes em 17.02.2004)

[2005-2008] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008
 (Atas 2005)

Vereadores
Clemente Sarmento Petroni
Edna Sarmento Barros
Eilton Santiago Soares
Etelvina Ferreira dos Santos
José Cláudio Pereira de Oliveira
Julimar de Oliveira Filho
Manoel Messias Avelino de Souza
Sinvaldo Ferreira de Oliveira
Valdir Rodrigues de Oliveira

Suplentes que assumiram:

Antônio Roque Sarmento de Oliveira – 17.01.2005 a 30.06.2005; 16.04.2007 a 08.11.2007.
(Afastamento de José Cláudio – Secretário Municipal de Administração e Recursos Humanos; Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas)

Élio Gomes da Costa – 01.10.2007 a 31.12.2007.
(Afastamento de Etelvina Ferreira dos Santos - Tratamento de Saúde)

Clemente Jorgem Miranda – 25.08.2008 – 31.12.2008.
(Perda do Mandato de Clemente Sarmento Petroni – mudança de partido político)

Manoel Neres de Paula – 20.10.2008 a 31.12.2008
(Perda do mandato de José Cláudio Pereira – mudança de partido político)

[2009-2012] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012
(Atas 2009)

Vereadores
Adilson Ferreira Santos
Douglas Gomes Ferreira
Elizabeth Santos Magalhães Fernandes
Eilton Santiago Soares
Etelvina Ferreira dos Santos
Julimar de Oliveira Filho
Sebastião Martins dos Santos
Silvanio Batista Costa
Waldeir Pereira da Silva

Suplente que assumiu:

Dorivaldo Ferreira de Oliveira – 19.09.2011
(Falecimento de Adilson Ferreira Santos em 12.09.2011)

[2013-2016] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2016
(Atas 2013)

Vereadores
André Santana Pizarro
Dorivaldo Ferreira de Oliveira
Douglas Gomes Ferreira
Edna Sarmento Barros
Eilton Santiago Soares
Etelvina Ferreira dos Santos
Fernandes Vicente Oliveira
João de Deus Teixeira de Oliveira
Julimar de Oliveira Filho
Osmário Martins Oliveira
Rosineide Aparecida Simões Pinho
Thiago Durães de Carvalho

Suplente que assumiu:

Waldeir Pereira da Silva – 20.01.2014 – 29.12.2014
 (Afastamento de Osmário Martins Oliveira – Secretário Municipal de Obras Públicas e Desenvolvimento Urbano e Urbano e Rural)

[2017-2020] - CÂMARA MUNICIPAL DE SALINAS
1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020

Vereadores
Arthur Bastos
David Andrade
Dorivaldo Ferreira de Oliveira
Evandro Pinho
Eilton Santiago Soares
Elizabeth Magalhães
Etelvina Ferreira dos Santos
João de Deus Teixeira de Oliveira
Junior Pardim
Odenir Junior
Richarley Viana
Thiago Durães de Carvalho
__________
Fonte: Câmara Municipal de Salinas

24 de junho de 2017

CENTENÁRIO GRUPO ESCOLAR DR. JOÃO PORFÍRIO

O grupo escolar
leva o nome do
deputado estadual
João Porfírio Machado,
representante político
da região de Salinas no
inicio do século XX.

Por Roberto Carlos Morais Santiago


O centenário Grupo Escolar Dr. João Porfírio foi construído entre os anos 1908 e 1910, onde atualmente está instalada agência do Banco do Brasil ao custo de cerca de cinco contos de réis do governo mineiro somados à contribuição do povo salinense que muito queria uma unidade de ensino na cidade. 

A escola foi instalada no dia 23 de setembro de 1911. Poucas décadas depois, interesses econômicos e políticos levaram à demolição do antigo prédio da escola que, dizem, tinha grande valor histórico. Uma nova sede foi construída na década de 1940 em frente à praça do mercado velho onde funciona até hoje. É a mais antiga escola da região de Salinas. Ali estudaram milhares de salinenses. 

O valor histórico e social da escola é incalculável e de suma importância para o desenvolvimento de Salinas e região na formação cultural de gerações de salinenses. No dia 23 de setembro de 2016 a escola completou 105 anos de existência, um feito e tanto. Abaixo algumas imagens atuais da escola que encontra-se em excelente estado de conservação. 


Fachada atual da escola.

Fachada da escola na década de 1950.

20 de maio de 2017

LIVRO REGISTRA BIOGRAFIA DE NOÉ SANTIAGO

Capa do livro.

Por Roberto Carlos Morais Santiago
blog História de Salinas informa que será lançado no dia 26/05/2017 (sexta-feira), às 19h00, no salão de festas Lilia Buffet (Rua das Flores, 685, Bairro Cândido Village, Salinas, MG) o livro “Noé Santiago: política, cachaça e legado” (São Paulo: Lura  Editorial, 2017, 184 páginas). Aborda a história familiar e política do fundador da cachaça Canarinha, uma das mais famosas marcas artesanais do mercado brasileiro.
A autora do livro é Pérola Oliveira Santiago, neta de Noé Santiago. Recém formada em jornalismo pesquisou e escreveu o livro nos brindando com relatos da epopeia de sua família. É raro alguém escrever sobre a vida de pessoas que fizeram uma história local e que deram grande contribuição em prol do desenvolvimento do seu lugar, sua terra.
Pérola Santiago ousou fazer isso. O livro narra trajetória de vida do seu avô Noé Santiago Soares. A atitude e iniciativa da jovem escritora serve de inspiração para que outras pessoas pesquisem e, se possível, escrevam livros sobre suas famílias.
Registrar a história de pessoas é preservar a memória, a identidade e a cultura local. Não se vive no país ou estado, mas no município, seja na zona rural ou na cidade. E poucas pessoas percebem, infelizmente. É no município que criamos nossa história de vida, nossa cultura.
O salinense Noé Santiago Soares nasceu no dia 28 de agosto de 1939, na fazenda Águas Belas no sopé da Serra dos Bois, zona rural de Salinas, sendo filho de João Batista Soares e Santinha Santiago.
Ainda jovem, aprendeu vários ofícios. O principal deles foi ser alambiqueiro. Aprendeu com o tio Anísio Santiago na fazenda Havana que faz confinância com a fazenda Águas Belas. Por muitos anos produziu cachaça Havana e aprendeu o segredo da boa cachaça com o mestre dos alambiques.
Em 1963, aos 24 anos, casou-se com Maria Vilma Soares Almeida. Teve cinco filhos: Eilton, Denilson, Djalda, Rosemeire e Sônia.
Em 1972, com perspectiva de criar novos horizontes, se mudou com a família para o povoado de Nova Matrona, zona rural de Salinas. Em pouco tempo se tornou uma espécie de líder dos moradores do povoado. Tanto, que em 1977 se lançou na política no cargo de vereador e o foi até 1986, por quatro legislaturas consecutivas.
Em 1988 lançou no mercado a cachaça Canarinha. Logo fez sucesso e ainda hoje figura no rol das importantes marcas de cachaça de Salinas, sempre aparecendo com destaque em rankings de cachaça em nível nacional.


Canarinha
Cachaça Canarinha, uma das mais famosas do Brasil.

Inesperadamente Noé faleceu em 2008 aos 69 anos. Deixou lacuna difícil de ser preenchida. Mas deixou um legado de vida. É exemplo a ser seguido pois em vida praticou a bondade e amizade com as pessoas que o cercavam. Pessoa integra, foi líder político local que procurava atender anseios do seu povo, carente de recursos de toda ordem. Foi empresário rural que deixou seu nome na história da cachaça de Salinas com a sua famosa cachaça Canarinha.


Perola Santiago
Pérola Santiago, autora do livro.

Finalizando, o blog História de Salinas parabeniza a jovem escritora Pérola Santiago pelo belo livro que escreveu com emoção e paixão, sem medo de se expor. É preciso coragem para escrever, pois fica registrado para a posteridade. Espero que este livro seja o primeiro de uma série de outros.
O contato de Pérola Santiago para adquirir exemplar do livro:
Telefone: (38) 99872-6052
Email: perola@elefantte.com

15 de maio de 2017

BLOG HISTÓRIA DE SALINAS ATINGIU 200 MIL VISITAS

O blog História de Salinas atingiu 200 mil visitas. É uma prova do interesse das pessoas pela história, economia e costumes local. O blog continua empenhado em oferecer aos leitores novos textos sobre a epopeia de uma das regiões mais importantes de Minas Gerais: Salinas. Obrigado leitores!

11 de outubro de 2016

FAMÍLIAS DE SALINENSES



O livro Octacilíada: Uma Odisséia do Norte de Minas, autoria de Abdênago Lisboa/Apolo Heringer, possui incríveis imagens antigas de famílias salinenses da primeira metade do século XX. 

A imagem acima é uma raridade de um grupo de salinenses reunidos em uma residência vendo-se o padre Jerônimo Lambin com Clemente Medrado de uma lado e André Fernandes Costa do outro. Ao lado deste está Antônio Corsino. O menino Deusdedit está assentado na cadeira. Dona Salu está ao lado de Dona Lau. Odete está atrás de André Costa. Ao lado dela está Maria Lúcia Brant. À esquerda e à frente de João Costa está Lera, mulher de José Miranda. Severina R. Medrado, filha do Coronel Idalino Ribeiro, está ao lado de Clemente Medrado. Osmany Ribeiro é o menino de mãos cruzadas atrás. Nair Sarmento ao lado de Dona Ciranda. Juraci Costa, atrás de Dona Ciranda. Dr. Djalma Oliveira, atrás de João Costa. Lera de José Miranda ao lado de Dona Ciranda. Dervina Oliveira, atrás de Osmany. Eurípedes de Placidina, ao lado de João Costa. Lindaura Almeida ao lado de Dona Laudelina Chaves Ribeiro. Carlota Chaves junto de Dona Salu, atrás da viga. Maria Lúcia atrás de Antônio Corsino. Dalva Oliveira, filha de Dr. Luiz, perto de Antônio Corsino, com a mão na trave. Aurentina, filha de Miro, ao lado. Zoroastro Medrado é o menino ao lado do Osmany e atrás do Deusdedit.
__________
Fonte da imagem: Abdênago Lisboa/Apolo Heringer.

30 de setembro de 2016

50 ANOS DO XUÁ CLUBE CAMPESTRE DE SALINAS

Primeiro clube de Salinas.

Por Roberto Carlos Morais Santiago


Fundado no dia 15 de agosto de 1966, o mais tradicional clube de Salinas fez 50 anos no dia 15 de agosto de 2016.

Até a década de 1960, Salinas não possuía clube recreativo. A juventude salinense sentia essa lacuna. Certo dia, numa ensolarada manhã após a missa na Igreja Matriz de Santo Antônio, os amigos Osvaldo Bernardino, Rafael Daconti e Sérgio Rodrigues se encontraram na farmácia de Osvaldo Bernardino para discutir a ideia de construir um clube na cidade.

O assunto logo percorreu positivamente na sociedade salinense e em pouco tempo foi arrecadado quantia de três milhões de cruzeiros para aquisição de terreno. A primeira tentativa de comprar um terreno foi na Mestiça, mas não deu certo. Posteriormente, foi localizado terreno ideal nas margens do rio Ribeirão de propriedade do fazendeiro Geraldo Loiola. Inicialmente não aceitou vender terreno para construir o clube. Porém, acabou cedendo e fixou o valor do terreno em três milhões de cruzeiros. O negócio foi fechado.

Da ousadia e tenacidade de um grupo de amigos surgiu clube que faz parte da história de Salinas. Foi inaugurado no dia 15 de agosto de 1966, originalmente com o nome de Ribeirão Campestre Clube. No dia 1º. de setembro do mesmo ano foi rebatizado para Xuá Clube Campestre. Historicamente, o clube tem participação importante na formação cultural, social e esportiva de milhares de salinenses.

Primeiro presidente do clube.
Os sócios fundadores do Xuá Clube Campestre de Salinas foram: Sérgio Aberto Rodrigues, Antônio Rafael Daconti, Osvaldo Bernardino, Noé Corrêa, Florisberto Cândido de Oliveira, Fidélis Soares Guimarães, Geraldo Paulino Santanna, Carlos Humberto de Almeida, Délo Bernardino, José Eraldo Corrêa, Fábio Assunção, João Costa, Jair Henrique de Souza, Jaime Cardoso de Araújo, Ivo Miranda de Morais, Geraldo Pereira Borges, Carlos Aloísio Corrêa, José Oraldo Mendes, Dorival Bernardino, Carlos Garcia Mojato, José Joel Ribeiro da Cruz, José Osvaldo Lima Soares, Fábio Freire, José Pacífico Oliveira Neto, Moacir Ribeiro, Antônio Fontenelle Ribeiro, Oscar Cangussú Fernandes, Valdeir Soares Guimarães, Frederico Wilson Bitencourt, Geraldo Costa, Artur Mendes Filho, Rodrigo Magalhães, Lineu Martins, Luiz Gonzaga Martins, Mariano Dias Viana, João de Deus Mendes, Manoel Brito, Noeno Corrêa.

21 de setembro de 2016

FREGUESIA DE SALINAS

Em 1855, século XIX, Salinas era distrito da Vila de Rio Pardo. A lei mineira nº 730, de 14 de maio de 1855, elevou à Freguesia o distrito de Santo Antônio de Salinas, então pertencente ao município de Rio Pardo. A lei foi assinada por Francisco Diogo Pereira de Vasconcelos, presidente da Província de Minas Gerais. Poucos anos depois, em 1880, o distrito se emancipa e é elevado à categoria de município. Eis o texto na íntegra:

__________
Fonte: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/leis_mineiras_docs/viewcat.php?cid=1453

6 de setembro de 2016

DARCY FREIRE

Darcy Freire (1923-1979).
Por Roberto Carlos Morais Santiago

DARCY FREIRE, poeta e escritor, nasceu em Salinas no dia 2 de fevereiro de 1923. Estudou o secundário no Rio de Janeiro, depois Engenharia na Escola de Minas, em Ouro Preto.

Abandonou suas atividades para se dedicar à vida familiar e iniciar vida literária em Salinas. Publicou inúmeros artigos nos jornais “Cidade de Salinas” e a “A Bola”. Foi autor de livros, dentre eles “Coivaras” e “Conselhos e Canções”, nas décadas de 1950 e 1960.

Na década de 1950 entrou para a política. Foi eleito vice-prefeito de Salinas (1950-1954) ocupando o cargo interino de prefeito por dois anos, período em que houve grande florescimento cultural, artístico e esportivo em Salinas. Na capital mineira ocupou diversos cargos públicos, como diretor do Instituto Estadual de Floresta e assessor em Secretarias do Governo de Minas Gerais.

É patrono da Academia de Letras de Salinas. De grande sensibilidade literária é considerado a mais importante influência sobre a nova geração de poetas e escritores salinenses. Faleceu em 1979 aos cinquenta e seis anos. 

Abaixo, transcrição de um dos muitos poemas que fez:


TERRA DE MINHA VIDA
(Darcy Freire)

Oh! Minha terra, berço meu, Salinas,
Prisma encantado de mil e uma arestas,
Onde a esperança verde das florestas
Sepulta as esmeraldas – turmalinas!
Cascatas sonhadoras, sempre em festas
Carregam prata e sol como meninas
Travessas, e, no prado, as boninas
Mostram baton às flores mais honestas...
Amo a paisagem de ametista e jade,
Que emoldura o meu quadro de saudade...
Oh! Salinas! Oh! Minha Shangri-lá!
Onde ouvi, vez primeira, a voz materna;
Onde senti, no peito, a voz interna,
Onde meu filho me chamou papá...

1 de setembro de 2016

REGIÃO DE SALINAS É INTEGRADA À CAPITANIA DE MINAS GERAIS

13 DE MAIO DE 1757 - O Rei de Portugal, Dom José (1714-1777), em face dos “descaminhos dos diamantes” determina desmembramento da Capitania da Bahia o território da Comarca das Minas Novas do Fanado com sede na Vila de Nossa Senhora do Bom Sucesso das Minas Novas do Araçuaí (atual município de Minas Novas), incorporando à Capitania de Minas Gerais. A região de Salinas e o Alto Rio Pardo integram este território. Vejamos:

“Dom José por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves d´aquém e d’além mar, em África Senhor da Guiné etc.

Faço saber a vós Governador, e Capitão General do Rio de Janeiro, a cujo cargo está o Governo das Minas Gerais, que sendo me presente, que os descaminhos que há de muitos diamantes, que aparecem fora do contrato, procede da pouca observância que na Comarca das Minas Novas do Fanado, tem as ordens do Intendente Geral dos Diamantes, por pertencer ao Governo da Bahia, e distar dela mais de duzentas léguas, quando fica mais vizinha, e em distância só de quarenta léguas da Comarca de Serro do Frio onde reside o dito Intendente, que poderá com maior facilidade das as providências necessárias, para se evitar uma tão prejudicial extração, unindo-se estas duas comarcas, que se compreendem na demarcação que mandei fazer das terras proibidas para nelas não minerarem os povos, e tendo a isto respeito, e a outros justos motivos, houve por bem, por Decreto de onze do corrente mês e ano, separar do Governo da Bahia as referidas Minas Novas do Fanado, e que fiquem unidas com as tropas que nelas se acham, da Comarca do Serro Frio, e Governo das Minas Gerais, que antes pertenceram; e fui servido ampliar a jurisdição do sobredito Intendente Geral dos Diamantes, para que nelas igualmente exercite; não obstante as ordens que tem havido em contrário; de que vos aviso para que assim o tenhais entendido e mandeis registrar esta minha ordem nos livros da Secretaria desse Governo. El-Rei nosso senhor, o mandou pelos seus Conselheiros Ultramarinos abaixo assinados. Lisboa a 13 de maio de 1757. O Secretário Joaquim Miguel Lopes de Lavre a fez escrever. Antônio de Azevedo Coutinho. Antônio Lopes da Costa.”
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(Fonte: PIRES, Simeão Ribeiro. Raízes de Minas. Montes Claros, 1979, págs. 190-191).

25 de agosto de 2016

DISTRITO DE FORTALEZA DE SALINAS

Imagem do distrito de Fortaleza de Salinas em 1900,
final do século XIX. Recenseamento realizado naquele
ano identificou 4.342 habitantes no distrito.
Fonte da imagem: Abdênago Lisboa/Apolo Heringer.

Por Roberto Carlos Morais Santiago

Originalmente o município de Salinas já foi muito extenso em território, sendo um dos maiores da região norte-mineira. Um dos distritos mais distante de Salinas (sede) era Fortaleza de Salinas (atual município de Pedra Azul) cerca de 150 quilômetros. Foi o primeiro a se emancipar. O processo de emancipação iniciou no dia 30 de agosto de 1911 quando da sanção da Lei Estadual nº. 556, que criou o município de Fortaleza. No dia primeiro de março de 1912 realizam-se as primeiras eleições. A instalação da 1ª Câmara de Vereadores do novo município ocorreu no dia 1º de junho de 1912 em Salinas. Tomaram posse os eleitos: Pacífico Soares de Faria (eleito presidente da Câmara e agente executivo - cargo equivalente a prefeito atualmente),  João de Lima Pires, Hormino de Almeida, Alcebíades Antunes de Oliveira, Carlos Américo da Cunha Peixoto, João da Costa Fernandes e João da Rocha Medrado. O povoado de Cachoeira de Pajeú também desmembra-se de Salinas e integra o território do novo município de Fortaleza na condição de distrito. Em 1943, após realização de plebiscito local, o nome do município é alterado para Pedra Azul.

Hasteamento de bandeira na instalação da 1ª Câmara de Vereadores de Fortaleza no dia 1º de junho de 1912.
A banda que toca é de Salinas.
Fonte da imagem: Abdênago Lisboa/Apolo Heringer.
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Referência bibliográfica: 

SANTIAGO, Luis. SOUZA, Maria das Graças Cordeiro de. Pedra Azul: cinco visões de uma cidade. Pedra Azul, 1996.

LIVRO DE 1869 É ADQUIRIDO POR SALINENSE EM 1874

Livro raro de 1869.
Por Roberto Carlos Morais Santiago

Até a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o francês era a principal língua estrangeira estudada no país. O inglês não tinha a influência de hoje. Em Salinas não era diferente. 

A prova disso é o livro "Nouveau Dictionnaire Portugais-Français", edição de 1869 (século XIX), 1238 páginas, autoria de José Ignácio Roquete. Originalmente foi adquirido no dia 12 de dezembro de 1874 por um salinense desconhecido (seu nome está rasurado no livro). Na época Salinas ainda era distrito de Rio Pardo, pois veio emancipar-se somente em 1880. 

Em 2 de novembro de 1904 o livro foi adquirido por José Santiago (1873-1945), este o patriarca da família Santiago em Salinas, ao custo de 19.200 réis. Em 1945 o livro passou a ser do filho Arlindo Santiago (1909-2011). Pai e filho foram pessoas muito cultas em Salinas. Deixaram grande acervo de livros antigos. 

Em 2011 o editor deste blog ganhou o livro oferecido pelo seu tio-avô Arlindo Santiago. Uma relíquia de livro que já possui 147 anos de edição e 112 anos em mãos de um Santiago.

4 de junho de 2016

JUVENTINO FERREIRA NUNES

Juventino Ferreira Nunes,
líder político da facção "Fino".
Por Roberto Carlos Morais Santiago


O blog História de Salinas investigou e descobriu período violento na história do município de Salinas envolvendo personagens que disputavam o poder político local no final da década de 1920.

Duas correntes políticas dominavam o panorama político, sendo que a facção o "Fino" era liderada por Juventino Ferreira Nunes  que mantinha a situação política. 

A outra facção era o "Grosso", liderada pelo Cel. Idalino Ribeiro, presidente da Câmara dos Vereadores e Agente Executivo (cargo equivalente a prefeito atualmente). Este aspirava o comando político local.

Em 1927 as duas facções se envolveram em uma disputa ferrenha pelo domínio do jogo político cujos desdobramentos foram violentos.

Juventino Ferreira Nunes, natural de São João Batista (atual município mineiro de Itamarandiba), era líder nato, culto, mestre do vernáculo, músico, normalista, professor de português, farmacêutico e dono de farmácia. Mais, era muito querido pela população salinense. Tornou-se político mais por imposição e influência do amigo e então chefe político local Cel. Rodrigo Cordeiro.

A chegada do jovem Clemente Medrado Fernandes, filho de André Fernandes, recém formado em medicina para clinicar em Salinas indiretamente mudou os rumos da política do município. Este, além de clinicar, montou uma farmácia e passou fazer concorrência com a farmácia de Juventino Ferreira Nunes. O negócio não prosperou em face da clientela cativa do concorrente. Estava difícil concorrer com a farmácia de Juventino.

Cel. Idalino Ribeiro,
rival político de
Juventino Ferreira
Nunes, e líder da
facção "Grosso''.
André Fernandes, que pertencia a facção "Grosso", não se conformando com o infortúnio do filho no ramo farmacêutico, resolveu criar ambiente político para expulsar Juventino Ferreira Nunes de Salinas. Assim, seu filho poderia clinicar e vender seus remédios sem concorrência. Obstáculos foram sendo criados visando sua expulsão do município.

Até meados dos anos 1920 havia um circulo de homens políticos famosos que faziam parte de somente uma facção política que comandou Salinas por várias décadas desde que o município fora criado em 1880, final do século XIX. 

Cel. Rodrigo Cordeiro foi um dos primeiros chefes políticos de Salinas. Através dele a política local foi transmitida para Juventino Ferreira Nunes com o aval de outros políticos como Idalino Ribeiro, Luiz Gomes de Oliveira, Olyntho Prediliano de Santanna, Procópio Cardoso, Catolino Gomes de Oliveira, dentre outros.

Logo houve cisão desse grupo político criando-se duas facções, sendo que uma era o "Fino", comandada por Juventino Ferreira Nunes, e a outra era o "Grosso", comandada pelo Cel. Idalino Ribeiro.

A disputa política local se intensificou e chegou a um ponto de confronto extremo de violência. Em uma reunião na residência de André Fernandes, que pertencia a facção "Grosso" e tinha interesses pessoal em destronar Juventino Ferreira Nunes,  ficou acertada a ida do advogado Luiz Gomes de Oliveira a Lavras (atual Vitória da Conquista), na Bahia, onde este contrataria o temido jagunço Manoel Gusmão, popularmente conhecido por Maneca Primo.

Poucos dias depois chega a Salinas Maneca Primo com outros 28 jagunços fortemente armados para dar cobertura ao grupo "Facção" ao preço de um conto de réis por cabeça. Ficaram alojados na casa do advogado Luiz Gomes de Oliveira. Havia muita movimentação na cidade e a população ficou em polvorosa. O ambiente estava ficando politicamente explosivo.

Desconfiado de tanta movimentação da facção rival, Juventino Ferreira Nunes reúne seus amigos e comandados, entre eles os membros da família Moreira, da Serra do Anastácio, João Gambeira, Diomercindo Victor de Souza, entre outros, que ficaram entrincheirados em sua casa que ficava em frente a Vargem (onde está localizado o atual mercado municipal). O subdelegado do distrito de Taiobeiras (que pertencia a Salinas), Procópio Moreira dos Santos, foi chamado às pressas para defender o chefe político. A Polícia Militar em Salinas, comandada pelo sargento Sebastião  Christiano de Faria, ajudou na defesa da residência de Juventino Ferreira Nunes.

Com a casa cercada pelos jagunços da facção "Grosso", no dia 1º. de março de 1927, numa terça-feira de carnaval, teve início do maior tiroteio que se tem notícia da história de Salinas. A facção "Fino" de Juventino Ferreira Nunes e companheiros se defenderam, com o apoio da autoridade policial, trocando tiros com os jagunços que terminou no dia seguinte. Ambos os lados utilizaram carabinas, cravinotes, espingardas e revólveres. Segundo informações de pessoas da época foram disparados mais de 2 mil tiros contra a residência de Juventino Ferreira Nunes, embora ninguém tenha morrido.

Cercado, logo Juventino Ferreira Nunes se deu por vencido, mais pela falta de água na residência cortada pelos jagunços e pela segurança da esposa e filhos. Foi vencido pelo cansaço. Sua esposa, Maria Pimenta, popularmente conhecida por dona Zinha, estendeu uma toalha branca por uma janela pedindo paz. Logo, a mesma dona Zinha saiu de sua casa, sob  complacência dos jagunços, caminhou pelas ruas, passou pela Igreja, rezou, e foi até a casa do Cel. Idalino Ribeiro, que aparentemente tinha ficado neutro no conflito, uma vez quem apareciam no comando do conflito contra Juventino Ferreira Nunes eram André Fernandes, o advogado Luiz Gomes de Oliveira e o irmão Catolino Gomes de Oliveira. Dona Zinha fora dizer ao Cel.   Idalino Ribeiro que o marido Juventino estava disposto a se render pois não queria derramamento de sangue.

Com isso, fora montada uma comissão liderada por Clemente Medrado Fernandes para impor os termos da rendição. No dia seguinte a comissão foi cumprir sua missão. Clemente Medrado Fernandes foi acompanhado do jagunço Maneca Primo e João Rodrigues Pio, ambos armados. Juventino Ferreira Nunes recebeu a comissão e ao perceber a presença do jagunço Maneca Primo, disse aos presentes:

- Se não fosse a presença de mulher e filhos, preferia morrer traspassado por uma bala baiana, mas honrando meu território mineiro.

Assustado, Maneca Primo manobrou a carabina para atirar em Juventino em sua própria casa, mas João Rodrigues impediu desviando o cano da arma. Negociada a rendição, Juventino Ferreira Nunes foi levado para a residência do Cel. Idalino Ribeiro. Todas as pessoas que estavam na residência durante o conflito foram presas e levadas para a cadeia.

Cel. Idalino Ribeiro deu prazo de 24 horas para Juventino Ferreira Nunes sair da cidade para nunca mais voltar. Este saiu pelas fazendas em animais cedidos por Osório Martins dos Anjos acompanhado por João Costa,  passando por Bandeira (atual Rubelita), Araçuaí, Diamantina, até chegar a Belo Horizonte. De lá foi para a cidade de Manhuaçu, onde em pouco tempo foi nomeado diretor de uma escola pública. Nunca mais retornou a Salinas. Em Manhuaçu foi feito um busto em sua homenagem pelo seu espírito de liderança e capacidade intelectual na escola em que atuou. Era um idealista.


Casa que pertenceu a Juventino Ferreira Nunes onde ocorreu o mais violento conflito pela disputa do poder político de Salinas em 1927.
Em Salinas, após o conflito, Cel. Idalino Ribeiro tornou-se chefe político de fato e direito na região. De 1930 a 1958 impôs todos os prefeitos da cidade até perder a eleição de 3 de outubro de 1958, sendo derrotado pelo sobrinho Geraldo Paulino Santanna para eleições municipais. Ressalta-se que de 1918 a 1930, Cel. Idalino Ribeiro ainda foi presidente da Câmara dos Vereadores e Agente Executivo (equivalente a prefeito atual).

Quanto a Clemente Medrado Fernandes este prosperou em Salinas como empresário e político. Tornou-se deputado federal. Foi responsável pela criação da Escola Agrícola de Salinas em 1953 com recurso do governo federal, que leva seu nome.

Historicamente, percebe-se que o líder político Juventino Ferreira Nunes foi derrubado por um jogo político orquestrado para que a facção política o "Grosso" tomasse o poder local, cujo líder era Idalino Ribeiro. Juventino fez a passagem política do Cel. Rodrigo Cordeiro para o Cel. Idalino Ribeiro. No processo político ficou evidente que foi vítima de sistema político e econômico vigente cuja elite queria o poder a qualquer custo, mesmo que as ações fossem extremas e drásticas como aconteceu. Era a prática coronelista praticada no Brasil no período da República Velha que vigorou até 1930, quando Getúlio Vargas assumiu o poder e impôs o regime do Estado Novo que vigorou por cerca de 15 anos.

Quanto a Maneca Primo e seus jagunços, após o conflito, foram expulsos pelas autoridades policiais de Salinas, passando pelo distrito de Taiobeiras. Ali criaram problemas por três dias bebendo e farreando sem nada pagar e criando desafetos. Seguiram para São João do Paraíso e fizeram o mesmo que em Taiobeiras. Desentendeu-se com Antônio Pena, um morador local e, numa briga entre os dois, foi morto. Fatídico fim para um jagunço que foi determinante para a reviravolta política ocorrida em Salinas.

Finalizando, para quem queira entender com mais detalhes os meandros da política de Salinas da primeira metade do século XX, o blog História de Salinas recomenda a leitura da referência bibliográfica abaixo.
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Referência blibliográfica:

LISBOA, Abdênago. Octacilíada: Uma Odisséia do Norte de Minas. B. Horizonte: Canaã,
          1992.
MIRANDA, Avay. Taiobeiras: Seus Fatos Históricos. Brasília: Thesaurus, 1997.
SANTANNA, Geraldo Paulino. O Caminho de Volta: A Travessia do Deserto. B. Horizonte,
          2005.