20 de maio de 2017

LIVRO REGISTRA BIOGRAFIA DE NOÉ SANTIAGO

Capa do livro.

Por Roberto Carlos Morais Santiago
blog História de Salinas informa que será lançado no dia 26/05/2017 (sexta-feira), às 19h00, no salão de festas Lilia Buffet (Rua das Flores, 685, Bairro Cândido Village, Salinas, MG) o livro “Noé Santiago: política, cachaça e legado” (São Paulo: Lura  Editorial, 2017, 184 páginas). Aborda a história familiar e política do fundador da cachaça Canarinha, uma das mais famosas marcas artesanais do mercado brasileiro.
A autora do livro é Pérola Oliveira Santiago, neta de Noé Santiago. Recém formada em jornalismo pesquisou e escreveu o livro nos brindando com relatos da epopeia de sua família. É raro alguém escrever sobre a vida de pessoas que fizeram uma história local e que deram grande contribuição em prol do desenvolvimento do seu lugar, sua terra.
Pérola Santiago ousou fazer isso. O livro narra trajetória de vida do seu avô Noé Santiago Soares. A atitude e iniciativa da jovem escritora serve de inspiração para que outras pessoas pesquisem e, se possível, escrevam livros sobre suas famílias.
Registrar a história de pessoas é preservar a memória, a identidade e a cultura local. Não se vive no país ou estado, mas no município, seja na zona rural ou na cidade. E poucas pessoas percebem, infelizmente. É no município que criamos nossa história de vida, nossa cultura.
O salinense Noé Santiago Soares nasceu no dia 28 de agosto de 1939, na fazenda Águas Belas no sopé da Serra dos Bois, zona rural de Salinas, sendo filho de João Batista Soares e Santinha Santiago.
Ainda jovem, aprendeu vários ofícios. O principal deles foi ser alambiqueiro. Aprendeu com o tio Anísio Santiago na fazenda Havana que faz confinância com a fazenda Águas Belas. Por muitos anos produziu cachaça Havana e aprendeu o segredo da boa cachaça com o mestre dos alambiques.
Em 1963, aos 24 anos, casou-se com Maria Vilma Soares Almeida. Teve cinco filhos: Eilton, Denilson, Djalda, Rosemeire e Sônia.
Em 1972, com perspectiva de criar novos horizontes, se mudou com a família para o povoado de Nova Matrona, zona rural de Salinas. Em pouco tempo se tornou uma espécie de líder dos moradores do povoado. Tanto, que em 1977 se lançou na política no cargo de vereador e o foi até 1986, por quatro legislaturas consecutivas.
Em 1988 lançou no mercado a cachaça Canarinha. Logo fez sucesso e ainda hoje figura no rol das importantes marcas de cachaça de Salinas, sempre aparecendo com destaque em rankings de cachaça em nível nacional.


Canarinha
Cachaça Canarinha, uma das mais famosas do Brasil.

Inesperadamente Noé faleceu em 2008 aos 69 anos. Deixou lacuna difícil de ser preenchida. Mas deixou um legado de vida. É exemplo a ser seguido pois em vida praticou a bondade e amizade com as pessoas que o cercavam. Pessoa integra, foi líder político local que procurava atender anseios do seu povo, carente de recursos de toda ordem. Foi empresário rural que deixou seu nome na história da cachaça de Salinas com a sua famosa cachaça Canarinha.


Perola Santiago
Pérola Santiago, autora do livro.

Finalizando, o blog História de Salinas parabeniza a jovem escritora Pérola Santiago pelo belo livro que escreveu com emoção e paixão, sem medo de se expor. É preciso coragem para escrever, pois fica registrado para a posteridade. Espero que este livro seja o primeiro de uma série de outros.
O contato de Pérola Santiago para adquirir exemplar do livro:
Telefone: (38) 99872-6052
Email: perola@elefantte.com

15 de maio de 2017

BLOG HISTÓRIA DE SALINAS ATINGIU 200 MIL VISITAS

O blog História de Salinas atingiu 200 mil visitas. É uma prova do interesse das pessoas pela história, economia e costumes local. O blog continua empenhado em oferecer aos leitores novos textos sobre a epopeia de uma das regiões mais importantes de Minas Gerais: Salinas. Obrigado leitores!

12 de maio de 2017

CEMITÉRIO DE SALINAS FAZ 108 ANOS

O cemitério foi construído em 1909.

Por Roberto Carlos Morais Santiago

O atual cemitério de Salinas está localizado no centro da cidade em terreno doado por Dona Ana Maria de Araújo, no dia 15 de fevereiro de 1858, início da segunda metade do século XIX. Nesta época Salinas era distrito da Vila de Rio Pardo. Entretanto, o cemitério somente veio a ser construído em 1909 a mando dos políticos mandatários Virgìlio Avelino Grão Mogol e João Porfírio Machado. 

Até então os mortos eram enterrados ao lado da igreja antiga edificada em terreno onde atualamente está localizada a atual Escola Estadual Dr. João Pórfírio em frente à antiga praça do mercado velho. 

O cemitério de Salinas não comporta mais novos sepultamentos. Ainda assim, precisa ser preservado pois grande parte de sua história está ali enterrada. Preservar a memória dos mortos é preservar a própria história.

5 de maio de 2017

PRIMEIRO JORNAL DE SALINAS FUNDADO EM 1895

Primeiro jornal de Salinas é de 1895.

Por Roberto Carlos Morais Santiago

O primeiro jornal do município foi "Cidade de Salinas", fundado em 1895, final do século XIX. Circulou na região de Salinas até 1915. Ao lado imagem da edição nº. 14, de 20 de dezembro de 1896, que possui quatro páginas. Uma verdadeira relíquia histórica obtida junto ao acervo histórico de João Costa (1928-2009). 

O jornal foi fundado por Antônio Castro, baiano de Lavras Diamantinas. Em Salinas, além de jornalista, foi farmacêutico prático, negociador de pedras preciosas e político. Foi vereador por duas legislaturas e indicado agente executivo (cargo equivalente ao de prefeito atualmente) por duas vezes (1892-1896 e 1916-1918). Dentre suas importantes realizações foi a aprovação do Primeiro Código de Posturas do município no dia 27 de outubro de 1892.